MASP San Paolo: Madonne. Da sinistra Bellini, Botticelli, Giampietrino

Simbolismos que falam ao coração

“Madonnas” italianas na maior cidade do Brasil
De Eduardo Fiora

São Paulo (Br). Tempo de Natal. Tempo de simbolismos que falam ao coração: presépios, imagens da Sagrada Família, imagens da Virgem Maria carregando nos braços Jesus Menino. Nas principais galerias do mundo, uma das jóias mais admiradas pelos turistas remetem ao tempo natalino: as “Madonnas”, eternizadas em telas por inúmeros artistas do Renascimento e do Barroco.
O acervo do Museu de Artes de São Paulo (MASP), um dos pontos turísticos da maior e mais importante cidade brasileira, guarda preciosas “Madonnas” concebidas por geniais pintores italianos do Renascimento: Botticelli, Bellini e Giampietrino.
O MASP guarda o belíssimo tondo (têmpera sobre madeira) executado por Sandro Botticelli e seu ateliê (Bartolomeu di Giovanni e Raffaelino de Carli) entre 1490 e 1500. Originalmente, a tela decorava o Palácio Capponi (Florença), projetado por Lorenzo de Bicci em 1410, por encomenda de Niccolo de Uzzano. No século XIX, o tondo passou a integrar a coleção particular do próspero mercador inglês Thomas Blayds, em Liverpool. Posteriormente, a obra foi vendida a Lorde Wigan, conde de Crawford e Balcarres, permanecendo na Inglaterra. Em 1947 adquirida pelo MASP com recursos financeiros doados pela senhora Sinhá Junqueira.
A pintura “Virgem amamentando o Menino e São João Batista criança em adoração” é proveniente da Coleção Simonetti, do Studio d’Arte Palma de Roma, tendo sido por Tereza Bandeira de Mello e Silvério Ceglia, em 1947. Sua autoria, entre 1500 e 1520 foi atribuída ao artista lombardo Giovanni Pietro Rizzoli, conhecido como Giampietrino, discípulo de Leonardo da Vinci. O tema escolhido pelo artista, ou seja a Virgem amamentando o Menino, (Virgo lactans) já aparecia numa representação do século II na catacumba de Priscilla.
Outra obra-prima do Renascimento italiano presente no acervo do MASP é “A Virgem com o Menino de Pé, abraçando a Mãe” (óleo sobre madeira, 1480-1490). A iconografia da Virgem representada em meia-figura atrás de um parapeito é raríssima em outros pintores, enquanto é quase uma constante nas inúmeras Virgens de Bellini. De acordo com estudiosos Segundo uma hipótese de Goffen (1975), reelaborada por Camesasca (1987), essa variante iconográfica derivaria da simbologia bizantina, atinente originariamente apenas à representação do Cristo, segundo a qual a meia-figura seria uma metáfora para sugerir "o aspecto inteiro" do divino, como se essa redução o adequasse à inteligibilidade humana.

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